sábado, 8 de maio de 2010

O Grande Sopro

Amar não é sofrer sem causa
É invadir as artes do sentimento
É entregar-se aos obstáculos do não
Louvar tudo o que lhe faz mal
Querer que lhe doa a ferida
Amarrar-se na frente de um trem
Se amordaçar e roubar os próprios bens
Manifestar sem pudor um momento
Se iludir em um sorriso alheio
Desembaraçar-se em nós desatáveis
Morrer tendo vontade de viver
É enlouquecer de saudade
E soprar o sopro do choro!

5 comentários:

Ewertton Nunes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ewertton Nunes disse...

O amor na verdade é quem nos sopra... De um lado para o outro, e as vezes nos deixa em rodopios de solidão, suspensos. Uma hora ele torna a nos soprar para outro encontro com a fugaz realidade de querer alguém, mas logo somos novamente transportados para outra dimensão de dor e desejo... O amor invetou o beijo para poder circular livremente entre dois corpos. O amor também inventou o paradoxo, é ele que nos faz querer e não querer ao mesmo tempo pois sabemos o que acarreta o seu fim... Mas o amor possui um algoz, mesmo sendo ele vento forte, se torna pequeno diante do tempo e a sua condição de criança inexperiente e travessa aflora diante da sabedoria daquele que sabe mais e cura tudo.

Ewertton Nunes disse...

É isso aí YBSON! Ame demasiadamente, sem pudor e desmedido para que a poesia possa ser a cura de qualquer dor que ele possa causar.
ABRAÇO!

Tianne disse...

"roubar os próprios bens"
que valor a gente tem...

Thiago Nogueira disse...

Muito bom, Ybson Luiz!

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